segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Seminário Permanente de Filosofia: Estética Musical /Filosofia da Música

Decorrerá já na próxima sexta-feira, dia 20 de Outubro, das 11h às 13h, na sala P1 da FFCS da UCP-Braga, a próxima edição do Seminário Permanente de Filosofia

O tema a privilegiar será, desta vez, o da estética musical, que se debaterá a partir da conferência
"Estética Musical /Filosofia da Música como área de pesquisa nas universidades brasileiras: um breve percurso", a cargo da Prof. Doutora Lia Vera Tomás, da UNESP (Brasil); a moderação é assumida pela Professora Doutora Yolanda Espiña, Coordenadora da Linha de Investigação de Filosofia  do CEFH, da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da UCP.A Prof. Doutora Lia Tomás, Livre-Docente em Estética Musical (UNESP), apresenta-se na Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais como investigadora visitante do CEFH, no contexto de um projecto de investigação financiado pela FAPESP, do Brasil. Possui Bacharelado em Música (Instrumento Piano) pela UNESP -Instituto de Artes (1985), Mestrado e Doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUCSP (1993 e 1998), dois Pós-Doutorados em Estética Musical (Université de Paris I-Institut d'Esthétique et des Sciences de l'Art) (2001 e 2003). Coordenou o Programa de Pós-Graduação em Música da UNESP - Instituto de Artes de 2007 a 2013 (duas gestões), foi 1ª Secretária da ANPPOM (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música), de 2008 a 2011. Foi também membro titular da Comissão Permanente de Avaliação (CPA) da Reitoria da UNESP e do GRAI/Avaliação Institucional da UNESP (2012 a 2016). Atualmente, é membro titular do Conselho Universitário da UNESP e da Congregação do Instituto de Artes. Coordena o DeMusica: Laboratório de Estudos em Estética Musical e Filosofia da Música (Projeto CNPq).
O Seminário, particularmente dirigido ao Grupo de Filosofia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais, está aberto, a todos os docentes e alunos da mesma instituição, assim como a todos os interessados.

Fonte: GABRPCOM - Gabinete de Relações Públicas e Comunicação
Universidade Católica Portuguesa | Braga

domingo, 15 de outubro de 2017

Revista Portuguesa de Filosofia, Fasc. 2, 2017 - "Filosofia e Experiência de Deus"

Qua idea, parece ser inevitável que Deus vem à mente. O que depois vem desse pensamento é que se
revela muito mais difícil de explicar, pois é igualmente inevitável que a mente humana procure explicar os contornos da crença e a sua relação com a experiência. A mente realmente importa. Mas também o ethos, um modo peculiar de viver no mundo, envolvendo uma decisão e, possivelmente, um compromisso prático com a Vida que vem até nós sem o nosso consentimento, mas que exige esse consentimento para ser reconhecida, para ter uma expressão efetiva. Os artigos que compõem este fascículo da Revista Portuguesa de Filosofia reflectem essa luta fundamental a partir de várias perspectivas.

Manuel Sumares (Org.)

Índice

Manuel Sumares, “Presentation - Philosophy and Experience of God,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 435–38, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0435

Carlos Morujão, “Is There a Place for God after the Phenomenological Reduction? Husserl and Philosophical Theology,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 439–54, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0439

Luís Carneiro, “Metaphysical Vacuity and Mystagogical Praxis,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 455–78, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0455

Yolanda Espiña, “Cognitio Dei experimentalis. Notas sobre mística y el problema racional de la inmanencia,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 479–502, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0479

João Manuel Duque, “Experiência de Deus no Pensamento. Breve Leitura de Jörg Splett,” Revista Portuguesa de Filosofia73, no. 2 (2017): 503–14, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0503

Mendo Castro Henriques, “Franz Rosenzweig e o Deus Reconhecido,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 515–32, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0515

Juan José Garrido Periñán, “La experiencia de la religiosidad: caminos fenomenológicos en busca de la mismidad del Dasein. Heidegger y la fenomenología de la religión,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 533–56, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0533

Igor Tavilla, “Inconoscibilità di Dio e interiorizzazione della fede nella filosofia di Søren Kierkegaard,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 557–84, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0557

Ionuț-Alexandru Bârliba, “Religious Authenticity in Kierkegaard’s and Nae Ionescu’s Philosophy,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 585–600, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0585

Encarnación Ruiz Callejón, “De la terapia del «Gran médico» a la tribulación del sabio: las meditaciones de Tomás Moro y Boecio sobre la experiencia de Dios y el sufrimiento,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 601–36, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0601

Mário João Rosas Rebelo Correia, “Univocidade do ser e eterno retorno: Deleuze, Duns Escoto e a reavaliação da transcendência divina,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 637–68, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0637

Arturo Diaz, “O Corpo Místico de Santa Teresa e o Plano de Consistência Deleuziano,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 669–86, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0669

Adelino Alcides Songaila Abrunhosa Ferreira, “Cuidado de Si e Conversão na Antiguidade: Leitura Crítica com Michel Foucault,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 687–716, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0687

Viorel Vizureanu, “Ways of Subordinating God to Human Beings in Early Modern Philosophy: A General Overview with Special Attention to the Role Played by Mathematics in Cartesian Epistemology,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 717–50, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0717

António M. Costa, “Modernidade e pós-modernidade: razão, sentimento religioso e experiência de Deus em Leonardo Coimbra,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 751–70, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0751

Liviu Petcu, “The Doctrine of Epektasis. One of the Major Contributions of Saint Gregory of Nyssa to the History of Thinking,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 771–82, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0771

Patrícia Calvário, “Bounds of Reason in the Knowledge of God: Gregory Palamas’ Criticism of Greek Philosophy,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 783–92, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0783

Inês Bolinhas, “Deus no último escrito de São Tomás de Aquino,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 793–804, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0793

Dan Chițoiu, “Philosophy and the Role of Experience in Hesychast Practice,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 805–16, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0805

Samuel Dimas, “A experiência transcendental e atemática do Mistério de Deus nas metafísicas de José Enes e Gustavo de Fraga,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 817–38, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0817

Claudinei Aparecido de Freitas da Silva, “Experienciar Deus: Gabriel Marcel, na Contramão da Teodiceia,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 839–64, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0839

Federica Dotti, “Um ano depois da Amoris Laetitia,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 867–92, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0867

Francisca Soares Rutigliano, “Heidegger e o Diálogo: O Percurso de uma discussão fenomenológica na qual o fenômeno da serenidade é apresentado enquanto o constitutivo da essência do pensamento,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 893–942, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0893

Savu Totu, “Presenting Dumitru Staniloae: A Major Orthodox Theologian’s Engagement with Philosophy within the Theological Experience,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 945–50, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0945

Armênia Maria de Souza and Nezivânia Freitas, “Book Review - Souza, José Antônio de Camargo R. de; Bayona Aznar, Bernardo. Igreja e Estado: Teorias Políticas e Relações de Poder no Tempo de Bonifácio VIII (1294-1303) e João XXII (1316-1334). Braga: Axioma – Publicações da Faculdade de Filosofia, 2016.,” Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 2 (2017): 953–56, DOI 10.17990/rpf/2017_73_2_0953

domingo, 10 de setembro de 2017

Aos MAIORES de 23 Anos que pretendam realizar Estudos Superiores

MAIORES DE 23 ANOS: 
QUATRO RAZÕES PARA SE CANDIDATAREM AO CURSO DE FILOSOFIA NA UNIVERSIDADE CATÓLICA - BRAGA


1. É uma excelente oportunidade para melhorar as habilitações de quem, sendo maior de 23 anos, não possua o 12º ano de escolaridade.

2. O Curso de Filosofia garante um enriquecimento cultural de grande amplitude e uma compreensão dos problemas fundamentais com que o ser humano se confronta, permitindo aos Licenciados um melhor desempenho das suas atividades laborais, na empresa, na família, na sociedade, etc.

3. Todos os alunos do Curso da Licenciatura em Filosofia, na Univ. Católica (Braga), beneficiam de uma bolsa de estudos no montante equivalente a 75% do valor da propina, permitindo que esta seja de valor semelhante ao que é praticado pelas outras Universidades do Estado.


4. A Universidade Católica é uma instituição de prestígio, com uma experiência de mais de 70 anos no ensino da Filosofia em Braga. Os seus Docentes acompanham cada um dos alunos do Curso de uma maneira muito personalizada.

Newsletter da Católica-Braga - agosto/setembro 2017




MAIORES DE 23 ANOS - Licenciatura em Filosofia na Univ. Católica - Braga

EXCELENTES CONDIÇÕES PARA CANDIDATOS MAIORES de 23 ANOS - 2017/2018
A Universidade Católica Portuguesa, ao abrigo do Decreto-Lei nº 64/2006 de 21 de março, e por despacho NR/R/0108/2006 (posteriormente corrigido pelo Despacho NR/R/0129/2006), admite o acesso aos seus cursos de licenciatura de maiores de 23 anos que, não sendo titulares de habilitações de acesso ao ensino superior, façam prova de capacidade para a sua frequência.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Bolsas de Estudo para Alunos da Licenciatura em Filosofia (2017-2018) - FFCS - Braga

Caras/os Amigas/os:
Tal como tem acontecido nos anos anteriores, a Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Univ. Católica - Braga oferecerá, aos novos alunos da Licenciatura em Filosofia (2017-2018), Bolsas de Estudo equivalentes a 75% do valor da propina mensal. Este esforço económico-financeiro da Instituição tem como objetivo incentivar o estudo da Filosofia entre todos os interessados, por considerar que a formação filosófica é de importância estratégica para o desenvolvimento do País. 

Recorde-se que esta Instituição está sediada na Cidade de Braga há mais de setenta anos, onde tem formado sucessivas gerações de estudantes de Filosofia. É um verdadeiro capital intelectual que esta Faculdade tem oferecido à sociedade e à cultura do nosso País. 
Com estas Bolsas de Estudo, os nossos alunos poderão frequentar e realizar a sua Licenciatura (3 anos / 6 semestres) em condições económicas muito semelhantes à das Universidades Estatais, no que se refere ao preço das propinas. 
Agradecemos a todos os nossos estimados leitores e especialmente aos Colegas antigos alunos da FacFil que exercem funções docentes a divulgação e partilha desta informação. 

Muito Obrigado. 
Com amizade [cmorais].
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Endereços do Curso:
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[cmorais.03Ag.2017]

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

NOVO - Mestrado em Filosofia: Especialização em Estética e Teoria das Artes na Univ. Católica - Braga


"Uma Formação para Sentir/Pensar a Arte, Hoje"


A especialização em Estética e Teoria das Artes proporciona uma formação completa a quem pretenda investigar o diálogo entre a Filosofia, a Estética e as Artes, nomeadamente as Artes Visuais, Musicais e Literárias, nas múltiplas vertentes em que esse diálogo adquire sentido
Este Mestrado assenta no pressuposto de que a reflexão crítica sobre a aisthēsis e o mundo da arte requerem, necessariamente, o conhecimento aprofundado dos textos dos filósofos, dos textos dos diversos teóricos da arte, e o conhecimento das realidades e das práticas artísticas. Munidos destas bases será possível, então, compreender e debater os desafios das complexas controvérsias levantadas pela arte e pela sua experiência, edificar um pensamento rigoroso e fundamentado, ensaiar concetualmente um juízo crítico sobre tais matérias no conjunto das suas implicações culturais.
Este programa visa facultar a todos os participantes os meios necessários para que possam articular de forma inovadora e empenhada, num clima de total liberdade, excelência e respeito, a reflexão estético-filosófica e a experiência das artes, com destaque para a sua incidência na contemporaneidade.

A quem se dirige

Dirige-se a todos os detentores de saberes das ciências humanas, ciências da arte, ciências sociais, teologia e ciências religiosas, aos criadores das diversas disciplinas artísticas, bem como aos agentes culturais, profissionais e empreendedores das áreas da arte e da cultura.
Pretende-se que a problematização das experiências e dos conhecimentos já adquiridos por uns e por outros se complementem na investigação científica, quer das questões de fundo que hoje marcam a atmosfera cultural, ética, política e religiosa, como também das questões estético-filosóficas que proporcionem às artes um novo quadro interpretativo e fecunda inteligibilidade.

Objetivos e competências a desenvolver

- Conhecer, de forma aprofundada, o contributo das teorias estético-filosóficas para a interpretação e compreensão das questões atuais que circundam os fenómenos e as práticas artísticas.
- Adquirir um conhecimento crítico aprofundado dos problemas fundamentais da reflexão estético-filosófica em ligação estrita com as Artes.
- Analisar, argumentar e desenvolver as múltiplas ligações que potenciam as dinâmicas de convergência e de tensão entre a Filosofia e as Artes visuais, musicais e literárias.
- Selecionar metodologias adequadas aos projetos de investigação, nomeadamente, em ordem à dissertação de mestrado.
- Formular um quadro compreensivo e crítico da situação das Artes face à complexidade do mundo contemporâneo e seus desafios éticos, antropológicos, científicos, técnicos, sociais, espirituais.

Saídas Profissionais

Tratando-se de um Mestrado de Estudos Filosóficos Especializados em Estética e Artes Visuais, Musicais e Literárias, permitirá aos nossos estudantes movimentarem-se nos seguintes campos laborais:
- Investigação teórica e aplicada nos domínios da estética e das artes para prosseguimento de estudos de Doutoramento
- Profissões da arte, da mediação e da cultura
- Projetos de intervenção da arte nos diversos campos da realidade sociocultural
- Organismos de consultoria e assessoria na área artística e cultural
- Crítica de arte
- Comissariado de exposições
- Direção em museus, galerias de arte, centros de exposições
- Organismos de formação no campo da arte e da estética
- Periodismo de arte e cultura
- Organizações e empresas de fomento do desenvolvimento estético, artístico e cultural: associações, ong’s, casas da cultura, centros culturais, fundações, leiloeiras, coletividades
- Ministérios e instituições públicas (serviços e estudos prospetivos em políticas culturais e em desenvolvimento estético-artístico)
- Trabalhador independente

Acompanhamento Personalizado

Este Mestrado pretende proporcionar o desenvolvimento de investigações centradas e pertinentes. Para tal, os estudantes contarão com o acompanhamento sistemático dos docentes, num registo de orientação tutorial, em ordem à delimitação metodológica do seu objeto de estudo e à elaboração do trabalho de pesquisa.

Articulação com o centro de investigação

O Mestrado está solidamente apoiado no centro de investigação “Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos” sediado na Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (UCP-Braga), no qual está radicado um projeto de Estética.

terça-feira, 27 de junho de 2017

"Consciência e temporalidade: do ser finito ao Ser eterno em Edith Stein" - tema de Seminário na FFCS

A próxima sessão do Seminário Permanente do Grupo de Filosofia do CEFH decorrerá no dia 28 de Junho de 2017, das 11h15 às 13h, na sala 1.1 da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da UCP.

No enquadramento da problemática geral do tempo, esta sessão, a cargo da Prof. Doutora Etelvina Nunes, subordina-se ao tema "Consciência e temporalidade: do ser finito ao Ser eterno em Edith Stein".

Em Edith Stein, a consciência é inseparável da noção de temporalidade. Apoiando-se nas noções de acto e potência de Tomás de Aquino, e na fenomenologia de Husserl, Stein constrói uma teoria do tempo que tem a sua centralidade no presente. Se, por um lado, a temporalidade manifesta a finitude do ser humano, por outro, é também indício da necessidade ontológica de receber o ser. Criticando Heidegger, a autora sublinha que o ‘ser do ser finito’ aparece como ‘um ser recebido’. Neste contexto, serão tratadas algumas questões: Como é que as vivências da consciência, sendo um ‘fluir temporal’, se podem elevar ao acolhimento de algo que é intemporal e que vem dar sentido ao meu ser finito e temporal? Como entra o eterno no tempo?

A sessão conta a moderação da Profª. Doutora Yolanda Espiña. O Seminário, direcionado a todos os docentes e alunos da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais, está aberto a todos os interessados.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Seminário Interdisciplinar de Estudos de Religião

No próximo dia 26 de Junho de 2017 realiza-se um Seminário Interdisciplinar de Estudos de Religião, na sala D7 do Campus Camões da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais.
Esta iniciativa é uma organização conjunta do Centro de Investigação em Teologia e Estudos de Religião (CITER) e do Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos (CEFH) e tem como objetivo promover o debate entre os investigadores.

Programa:

10h – Prof. João Décio Passos (PUC-S. Paulo) - “Qual o objeto da Ciência da Religião?”
11h – Debate com investigadores
12h – Prof. João Manuel Duque (UCP/CEFH/CITER) - “Dinamismos da crença”
13h – Almoço
15h – Mestre Cristina Marques (UCP/CEFH) – “Disciplinamento social e sexualidade - entre a jurisdição eclesiástica e o Direito  secular”
16h – Mestre Carolina Favero (UCP) - “Media e formas de espiritualidade”.
18h – Encerramento

domingo, 11 de junho de 2017

Palestra sobre o Budismo na Escola Secundária Martins Sarmento - Guimarães

No passado dia 09 de maio tive a grata possibilidade de proferir uma palestra na Escola
Secundária Martins Sarmento, em Guimarães, sobre a temática do Budismo, a que assistiram várias turmas de alunos e também um grupo de docentes.
A palestra tinha por título "O budismo: uma espiritualidade entre Filosofia e Religião". A temática foi apresentada em dois momentos principais. O primeiro, centrado na identificação dos aspetos mais significativos do percurso existencial de Buda (Siddharta Gautama). O segundo momento foi focalizado no aprofundamento da espiritualidade budista, refletindo até que ponto os seus aspetos mais característicos a aproximam da atitude filosófica e da atitude religiosa.
À semelhança do que aconteceu noutras Escolas, também aqui notei uma adesão muito significativa a estas temáticas relacionadas com as culturas orientais e com o budismo em particular.
Foi muito gratificante ter reencontrado colegas, antigos alunos da então Faculdade de Filosofia, com os quais não contactava há muito tempo.
Esta palestra só se realizou devido as diligências generosamente realizadas pelo Dr. Eurico Silva, de quem partiu o convite na qualidade de Coordenador do Departamento de Filosofia da referida Escola. Por isso, agradeço-lhe penhoradamente todo o seu esforço, que culminou nesta iniciativa; na sua pessoa, envio também um agradecimento à Direção da Escola e a todos os Colegas e Alunos que estiveram presentes na sessão.

(Carlos Morais)

quinta-feira, 18 de maio de 2017

COLÓQUIO: "Espaços Expositivos | Espaços Reflexivos. Museus, Academias e Galerias, hoje"

24 de Maio de 2017
21H00
Aula Magna da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais, na UCP - Braga


O Grupo de Filosofia do Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos (CEFH) da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da UCP, em Braga, deu início a uma série de Colóquios abertos ao público, intitulada THINKING ARTS, jogando com a dupla significação da expressão inglesa: Artes Pensantes, e Pensar as Artes. Os Colóquios visam com estas sessões uma reflexão interdisciplinar sobre questões de fronteira no campo específico das artes, numa intersecção entre agentes e teoria, capaz, ao mesmo tempo, de interpelar a sociedade, daí o seu carácter aberto a todos os interessados.

A segunda sessão desta série, sob o título "Espaços Expositivos | Espaços Reflexivos. Museus, Academias e Galerias, hoje", pretende abordar os reptos dos grandes espaços expositivos artísticos tradicionais, em diálogo com as possibilidades de novas formas expositivas encarnadas nas galerias de arte, as quais, muito para além do mercado da arte ainda que ligados a ele, assumem com frequência uma função orientadora e crítica, particularmente no que refere à arte contemporânea. No horizonte do Dia Internacional dos Museus, celebrado a 18 de Maio de 2017, a sessão enquadra-se numa reflexão sobre a relevância e papel dos museus e academias de corte tradicional no contexto deste protagonismo crescente das galerias. Este diálogo entre museus, academias e galerias aborda também, assim, os desafios que convoca a extensão da arte ao próprio espaço expositivo, tornando-o espaço reflexivo.

O Colóquio tem como convidados José María Luzón e Mário Sequeira.

José María Luzón é Académico e Director do Museu da Real Academia de Bellas Artes de San Fernando, e Catedrático emérito de Arqueología da Universidad Complutense de Madrid. Foi Director do Museo del Prado, Director do Museo Nacional de Arqueología, e Director General de Bellas Artes, sendo até à data o único detentor destes três diferentes cargos. Dirige desde 2007 o Projecto internacional da Escavação da Casa da Diana Arcaizante, em Pompeia.

Mário Sequeira é fundador e director da galería de arte que leva o seu nome. A Galería Mário Sequeira, que consta de três diferentes espaços expositivos, e cujo edifício contemporâneo foi projectado pelo arquitectro Carvalho Araújo, inclui na sua história a primeira exposição individual de Andy Warhol em Portugal, entre outras exposições individuais e colectivas de artistas como Richard Long - relação que conduziu a várias intervenções na galeria, Franz West, Nan Goldin ou Gerhard Richter. O programa expositivo centra-se no destaque e apoio ao trabalho de artistas nacionais e internacionais, enfatizando a prática de comissariado, programas de residências de artistas e projetos educacionais.

Participam na apresentação e moderação Augusto Soares da Silva (CEFH) e Yolanda Espiña (CEFH).

A sessão terá lugar no dia 24 de Maio de 2017, às 21h, na Aula Magna da Faculdade de Filosofia de Ciências Sociais, na UCP de Braga.

sábado, 6 de maio de 2017

Revista Portuguesa de Filosofia, Fasc. 1, 2017 - Política e Filosofia II: A Democracia em Questão


Que a democracia seja questionada ou que, no limite, esteja em questão não é, certamente, uma novidade do tempo presente. Na verdade, desde os seus alvores, que remontam à civilização grega clássica, as instituições democráticas estiveram sempre debaixo do fogo cruzado da discussão política e do questionamento crítico. Mas, nos últimos anos, é o próprio modelo ocidental de democracia representativa, que, apesar de ter resistido ao desgaste e às sucessivas reelaborações durante vinte e cinco séculos, se vê agora como alvo de desencanto e de cepticismo acelerado, a ponto de se questionarem até as vantagens da democracia, relativamente a outras formas de organização política da sociedade. As recentes noções de contrademocracia, postdemocracia, democracia multidimensional, ciberdemocracia, cosmocracia, etc., cunhadas pela teoria política contemporânea, manifestam tal cepticismo.Por outro lado, os fenómenos disfuncionais do avanço do populismo político, da crise das “dívidas soberanas”, do abstencionismo eleitoral e desfiliação política, da tentação da tirania das maiorias, da cativação da democracia por corporações e grupos de interesses (que buscam benefícios particulares sobrepostos ao bem comum e geral), da tendência dos governos a excederem-se em promessas que não poderão cumprir (criando expectativas e direitos que não podem pagar), dos movimentos de cidadãos indignados (que reclamam igualdade e justiça social), constituem, entre outros, mais do que sinais de degradação das instituições democráticas, a evidência de uma crise profunda da própria democracia. Ora, os períodos de crise são também ocasiões propícias para voltar a pensar os fundamentos da realidade em crise – e, neste caso, da democracia –, para que ela se volte a reinventar e a redefinir, face aos desafios com que se vê agudamente confrontada. No seguimento do que já se fez no fascículo anterior, o presente fascículo tem por objectivo continuar a promover a discussão crítica, em extensões diversas, de aspectos fundamentais da democracia.

ARTIGOS:

Álvaro Balsas, ‘Apresentação. Política e Filosofia II: A Democracia em Questão’, Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 1 (2017): 9–14, DOI .17990/rpf/2017_73_1_0009

João de Almeida Santos, ‘Crise da Representação ou Mudança de Paradigma? Democracia, Deliberação e Decisão’, Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 1 (2017): 15–48, DOI .17990/rpf/2017_73_1_0015

Roberto Merrill, ‘Democracia de Proprietários, Justiça Pré-distributiva e Rendimento Básico Incondicional’, Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 1 (2017): 49–62, DOI .17990/rpf/2017_73_1_0049

Tarcísio Amorim Carvalho, ‘Religious Language and Political Legitimacy: A Moral Theory of Multicultural Engagement’, Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 1 (2017): 63–86, DOI .17990/rpf/2017_73_1_0063

João Tiago Gouveia, ‘A Colonização da Democracia pelo Sistema: Partindo de um Olhar Habermasiano’, Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 1 (2017): 87–100, DOI .17990/rpf/2017_73_1_0087

Manuel Lencastre Cardoso, ‘Pratiques chrétiennes pour le vivre-ensemble dans des démocraties plurielles, l’Église et l’État selon Augustin’, Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 1 (2017): 101–32, DOI .17990/rpf/2017_73_1_0101

Celso Candido de Azambuja, ‘A República Aristocrática Feminista Cibernética: Liberdade e Poder na Sociedade Tecnocientífica Complexa’, Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 1 (2017): 133–58, DOI .17990/rpf/2017_73_1_0133

Ricardo Tavares da Silva, ‘O Modo de Selecção dos Representantes Legislativos’, Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 1 (2017): 159–90, DOI .17990/rpf/2017_73_1_0159

Albano Pina, ‘A Figura do Refugiado na Democracia Contemporânea’, Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 1 (2017): 191–208, DOI .17990/rpf/2017_73_1_0191

Cláudia Maria Rocha de Oliveira, ‘Pessoa e Sociedade: o Chamado ao Existir Pessoal Compreendido como Apelo à Esperança a partir da Filosofia de Henrique Cláudio de Lima Vaz’, Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 1 (2017): 209–38, DOI .17990/rpf/2017_73_1_0209

Cristina Foroni Consani and Joel Thiago Klein, ‘Democracia, Deliberação e Discussão na Filosofia Política de Rousseau’, Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 1 (2017): 239–66, DOI .17990/rpf/2017_73_1_0239

Vânia Cossetin, ‘Ação e Linguagem: Política e Sociabilidade na Fenomenologia do Espírito de Hegel’, Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 1 (2017): 267–86, DOI .17990/rpf/2017_73_1_0267

John Paolo Juliano, ‘A Crippled Democracy: Nietzsche and the Philippine Social Order’, Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 1 (2017): 287–304, DOI .17990/rpf/2017_73_1_0287

Daniel Gomes and Maurício Guedes, ‘“Self Pontual”, Democracia e Ética da Autenticidade’, Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 1 (2017): 305–22, DOI .17990/rpf/2017_73_1_0305

María Carla Galfione, ‘Derivas Políticas de la “Filosofía Científica” en la Obra de Rodolfo Rivarola’, Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 1 (2017): 323–48, DOI .17990/rpf/2017_73_1_0323

Lior Rabi, ‘The Imperative of Individuality, Vocation of Man and the End of Metaphysics in Modern Times’, Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 1 (2017): 351–78, DOI .17990/rpf/2017_73_1_0351

Edgard José Jorge Filho, ‘Kant e os Deveres para com as Gerações Futuras’, Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 1 (2017): 379–404, DOI .17990/rpf/2017_73_1_0379

Maria José Varandas, ‘A Percepção Estética da Natureza: Encontro, Presença e Liberdade’, Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 1 (2017): 405–16, DOI .17990/rpf/2017_73_1_0405

Jaison Schinaider, ‘Book Review - Geach, Peter Thomas. Razão e argumentação. Trad. Clarissa Vido, Gustavo Coelho e Luis Fellipe Garcia. Porto Alegre: Penso, 2013.’, Revista Portuguesa de Filosofia 73, no. 1 (2017): 419–22, DOI .17990/rpf/2017_73_1_041